O custo do carro é um dos mais importantes do orçamento familiar. Por isso, é importante ter uma visão clara de todas as despesas envolvidas: depreciação do veículo, seguro, IUC, inspecção, custos de manutenção, combustível, portagens, estacionamento, lavagem, vantagens fiscais e crédito auto.
No entanto, isso nem sempre é fácil calcular. Não haverá uma fórmula fácil, que não exija grandes contas?
Sim! Proponho uma regra de bolso simples:
👉 Preço do carro novo x 1% x 0,66 = custo mensal ao longo de 20 anos*
* o cálculo inclui a depreciação, seguro, IUC, inspecção e custos de manutenção; exclui os custos com combustível, portagens, estacionamento, lavagem, vantagens fiscais e crédito auto (que não é recomendado).
👉 Esse valor não deverá ser superior a 10% do rendimento mensal.
Por exemplo, um Mercedes novo de 50.000 € terá um custo de 330 €/mês ao longo de 20 anos (ceteris paribus). Logo, para o comprar deverá ganhar mais do que 3.300 € por mês (ou 39.600 €/ano).
Se comprar esse mesmo Mercedes usado com 10 anos de idade por 15.000 €, deve considerar o preço do carro novo (ao dia de hoje) e ajustar por um factor mais baixo (de 0,66 para 0,55): o custo será de 275 €/mês. Logo, para o comprar deverá ganhar mais do que 2.750 € por mês (ou 33.000 €/ano).
👉 Há quem utilize uma regra mais simples: não pagar pelo carro mais do que 50% do rendimento anual bruto.
Nesse caso, o limite seria um rendimento anual de 100.000 € no caso do Mercedes novo; e de 30.000 € no caso do Mercedes usado.
Alguém que ganhe 15.000 € por ano poderá comprar um carro usado de 7.500 € (50%), mas é importante considerar também o custo mensal estimado (de acordo com a fórmula inicial) – um Dácia ou um Fiat de 7.500 € com 5 anos terá um custo muito inferior a um Mercedes do mesmo valor com 20 anos.
E comprar a crédito?
Na generalidade dos casos, não se recomenda comprar o carro a crédito. Mas, se for necessário, é importante relembrar mais uma fórmula:
