Há estratégias de investimento que demoram vários anos para dar frutos. Veja-se as estratégias que apresentam uma abordagem “value/contrarian“, que em determinados ciclos de mercado podem desiludir…

… mas que a longo prazo têm dado bons frutos:


E quem é que aguenta pagar a um gestor de investimentos para ficar 10 anos a lateralizar? Talvez sejam poucos, aqueles que possuem a estrutura mental e emocional necessária para ter sucesso nos investimentos.

Há carteiras de investimento que funcionaram ao longo de 15 anos e falharam nos últimos 5 anos, em 20 anos de histórico:

Outras carteiras apresentam um comportamento inverso: subiram imenso nos últimos 5 anos e falharam ao longo de 15 anos.
Terry Smith – que é considerado por muitos o Warren Buffett britânico – teve um mau desempenho nos últimos 5 anos, apesar da outperformance de longo prazo. Warren Buffett também já teve vários períodos maus.
O mercado tem uma memória perigosamente curta. Cinco anos bastam para transformar uma estratégia sólida num fracasso e uma estratégia fraca num sucesso. Mas investir não é um concurso de popularidade a curto prazo; é um teste de consistência ao longo de décadas. Quem julga as estratégias de investimento apenas pelo desempenho dos últimos anos está apenas a confundir a ciclicidade com competência.
Por exemplo, nos últimos 5 anos, a estratégia de comprar as 10 maiores large caps com “dividend yields” superiores a 6% bateu todos os índices (até o NASDAQ):

Mas, nos últimos 20 anos, essa mesma estratégia teve um desempenho pífio, tendo sido superada por todos os índices:

Por isso, nunca se deve implementar ou deixar de implementar uma estratégia de investimento apenas por ela ter ou não funcionado ao longo de 5-10 anos. É necessário considerar sempre a racionalidade interna da estratégia, pois resultados passados podem não garantir resultados futuros.